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sábado, 23 de janeiro de 2010

O Auxílio Mútuo




Diante dos companheiros, André leu expressivo trecho de Isaías e falou, comovido, quanto às necessidades da salvação.


Comentou Mateus os aspectos menos agradáveis do trabalho e Filipe opinou que é sempre muito difícil atender à própria situação, quando nos consagramos ao socorro dos outros.

Jesus ouvia os apóstolos em silêncio e, quando as discussões, em derredor, se enfraqueceram, comentou, muito simples:

- Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se, quanto possível, contra os golpes do ar gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semimorta, na estrada, ao sabor da ventania de inverno.

Um deles fixou o singular achado e clamou, irritadiço: - “Não perderei tempo. A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente”.

O outro, porém, mais piedoso, considerou:

- “Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade”.

- “Não posso – disse o companheiro, endurecido -, sinto-me cansado e doente. Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade. Precisamos ganhar a aldeia próxima sem perda de minutos”.

E avançou para diante em largas passadas.

O viajor de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos colando-o paternalmente ao próprio peito e, aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido.

A chuva gelada caiu. Metódica, pela noite a dentro, mas ele, sobraçando o valioso fardo, depois de muito tempo atingiu a hospedaria do povoado que buscava. Com enorme surpresa, porém, não encontrou aí o colega que o precedera. Somente no dia imediato, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida, num desvão do caminho alagado.

Seguindo à pressa e a sós, com a idéia egoística de preservar-se, não resistiu à onda de frio que se fizera violenta e tombou encharcado, sem recursos com que pudesse fazer face ao congelamento, enquanto que o companheiro, recebendo, em troca, o suave calor da criança que sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida, guardando-se indene de semelhante desastre. Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo… Ajudando ao menino abandonado, ajudara a si mesmo. Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços da senda, alcançando as bênçãos da salvação recíproca.

A história singela deixara os discípulos surpreendidos e sensibilizados.

Terna admiração transparecia nos olhos úmidos das mulheres humildes que acompanhavam a reunião, ao passo que os homens se entreolhavam, espantados.

Foi então que Jesus, depois de curto silêncio, concluiu expressivamente:

- As mais eloqüentes e exatas testemunhas de um homem, perante o Pai Supremo, são as suas próprias obras. Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo. O coração que socorremos converter-se-á agora ou mais tarde em recurso a nosso favor. Ninguém duvide. Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo de solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum. Ajudando, seremos ajudados. Dando, receberemos: esta é a Lei Divina.







(Da obra “Jesus no Lar”, do espírito Neio Lúcio. Psicografia de Chico Xavier. Editora FEB – Federação Espírita Brasileira).

"O bom pastor"





Era uma vez um casal de ateus que tinha uma filha menor.
Os pais, por não acreditarem em Deus, nem em Jesus, jamais falaram sobre o assunto com a menina.
Ela nunca havia visto nem ouvido nada que se referisse ao Sublime Galileu, o bom Pastor.
Numa noite de temporal, um raio caiu sobre a casa e fulminou os pais diante dos olhos assustados da pequena, que tinha seis anos de idade naquela época.
A menina não tinha nenhum parente ou amigo que a acolhesse e por isso foi encaminhada para a adoção.
Em pouco tempo ela ganhou um novo lar.
Sua mãe adotiva, por ser cristã dedicada, levou-a ao templo religioso para que a mocinha conhecesse as leis de Deus e ouvisse falar de Jesus de Nazaré, o mestre que veio à terra para ensinar o caminho que conduz ao pai.
Antes de entregar a criança à evangelizadora, a mãe teve o cuidado de explicar que a menina jamais havia escutado falar de Jesus e que ela, por favor, tivesse paciência.
O Natal estava próximo e, justo naquele dia, a aula seria sobre Jesus.
A moça, após receber todas as crianças com muito carinho e fazer a prece inicial, projetou uma imagem de Jesus na tela e perguntou a todos:
"Alguém sabe quem é esta figura?"
A menina foi a primeira a levantar o braço e falar com alegria:
Eu sei, eu sei, tia! Esse é o homem que estava segurando na minha mão na noite em que meus pais morreram..."
Jesus é o amigo invisível que nos sustenta nas horas mais difíceis da jornada.
Como um Bom Pastor, ele conhece e vela por todas as suas ovelhas, independente de credo ou religião.
Estrela de primeira grandeza, pode abarcar com Seu olhar de luz toda a humanidade e balsamizar com Seu amor as dores mais cruéis.
Divino Amigo, está sempre atento aos apelos mais secretos vindos de corações dilacerados.
Médico das almas socorre aos primeiros gemidos, todos aqueles que O buscam com sinceridade.
Irmão Maior, sabe entender e tolerar a rebeldia dos irmãos menores.
Mestre por excelência, não se cansa de ensinar as lições nobres que nos libertarão da ignorância e nos conduzirão a mundos celestes, nas muitas moradas da casa do Pai, que Ele mesmo está preparando para todos nós.
Companheiro dedicado, nunca abandona Seus irmãos matriculados na escola de redenção que se chama Terra.
Alma abnegada, ama sem discriminar e perdoa sempre.
Compreende a pequenez humana e releva as fraquezas dela decorrentes.
Jesus é o farol sempre aceso a nortear os caminhos, do qual estamos há apenas uma oração de distância.
***
O amor de Jesus por Seus irmãos da Terra é tão grande que O fez sofrer a cruz injusta...
Tolerar a dor...
Relevar o desprezo...
Dialogar com os presunçosos...
Ensinar os interessados...
Compreender os equivocados...
E, por fim, colocar-se como o Bom Pastor dizendo:
"Tende bom ânimo! Eu estou aqui". "Nunca estareis a sós."



Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Empatia


Um ancião que estava para morrer procura um jovem e narra uma história de heroísmo:


Durante a guerra, ajudou um homem a fugir. Deu-lhe abrigo, alimento e proteção.

Quando já estavam chegando a um lugar seguro, este homem decidiu traí-lo e entregá-lo ao inimigo.

E como você escapou? – pergunta o jovem.

Não escapei; eu sou o outro, sou aquele que traiu – diz o velho. Mas, ao contar esta história como se fosse o herói, posso compreender tudo o que ele fez por mim.

A sabedoria deste conto nos fala sobre a empatia, esta ação de nos colocar no lugar do outro, de procurar sentir o que o outro sente.

A empatia nos torna menos orgulhosos e egoístas, pois faz com que pensemos não só em nossos pontos de vista - em como estamos nos sentindo, mas também na vida alheia, no que se passa no íntimo de alguém.

Quando nos colocamos no lugar do outro, a compreensão torna-se mais fácil de ser alcançada, e nossos corações sentem-se mais aptos a perdoar.

Quando nos colocamos no lugar do outro, temos a oportunidade de acalmar a raiva, e de evitar a vingança.

Quando nos colocamos no lugar do outro, desenvolvemos a compaixão, e procuramos fazer algo para amenizar o sofrimento do próximo.

Quando nos colocamos no lugar do outro, expandimos nossa capacidade de amar e de entender que precisamos viver em família para realizar nosso crescimento.

Quando nos colocamos no lugar do outro, preparamos nossa intimidade para receber as sementes da humildade, descobrindo a verdade de que somos todos irmãos, e que precisamos uns dos outros para colher os bons frutos da felicidade futura.

A empatia nos torna mais humanos, mais próximos da realidade do outro, de suas dificuldades e de seu caminho.

Passamos a analisar a vida através de outros pontos de vista, de outros ângulos; e, assim, nos tornamos mais sábios, mais maduros.

O hábito de colocar-se no sentimento de alguém, é um grande recurso de que dispõe o homem novo para suas conquistas espirituais elevadas.

O coração que se isola, que vê somente o que seus olhos permitem e não partilha da vida de seu próximo, está estacionado nas trilhas do tempo.

É chegado o momento das grandes modificações, das grandes revoluções no interior do homem, e a empatia está lá, como excelente agente de transformação moral.

***

“Fazei aos homens tudo o que deseja que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas”.

O médico das almas, Jesus, sempre buscou mostrar os caminhos mais seguros para nossas, vidas e nesta máxima revolucionária e ao mesmo tempo simples, introduz na terra o conceito de empatia, de agir conforme aquilo que desejamos para nós mesmos.

As verdades estão conosco. Agora é tempo de instituí-las em nossos dias.



Redação do Momento Espírita, em O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap XI, item 2, e Maktub de Paulo Coelho.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mensagens


EU TE OFEREÇO A PAZ


Que os jardins de sua vida

Sejam abençoados com Paz.

Que ela flua livremente do seu coração e espírito

Assim como a água escorre e flui.



Que uma paz duradoura

Esteja com você e com os que compartilham o seu Amor.

Que você possa caminhar pacificamente entre as marés e ondas da Vida

Sabendo que você é amado e especial...



Você pode se sentir insignificante

Entretanto, lembre-se,

Você é importante!



Você é parte de um plano mestre.

Não tema o futuro

Pois Amanhã o Sol nascerá

E lhe oferecerá a Paz

Eu desejo a você longas jornadas

Luz de velas, Amor e...

Acima de tudo

Eu te ofereço a Paz.

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ENTRE SEM BATER



Deixe entrar sem bater, meu caro amigo, os homens que morrem de frio, mais por falta de amor do que por falta de roupas...

Deixe entrar sem bater os que perderam o rumo nos trilhos complicados da existência; talvez achem no céu do seu abraço a estrela de Belém...

Deixe entrar sem bater os que tem fome, mais de carinho do que de pão, e reparta com eles o seu carinho que vale mais... do que o seu dinheiro...


Deixe entrar sem bater os que chegam a pé empoeirados e cansados porque a passagem do destino era cara demais e ninguém lhes pagou nem sequer um bilhete de terceira classe no trem da felicidade...


Deixe entrar sem bater os que nasceram a contragosto porque a pílula falhou... e só foram recebidos porque não havia outro jeito...


Deixe entrar sem bater os enjeitados no princípio: filhos de mães solteiras, os filhos do prazer criminoso e egoísta.


Deixe entrar sem bater os enjeitados no fim: os velhos e velhinhas, que deram tudo de si, que perderam as pétalas da vida em benefício dos outros, seus filhos, e agora são deixados para murchar nos fundos dos asilos...


Deixe entrar como se fossem deles, aqueles que não tiveram tempo de ser criança, porque a vida lhes pôs uma enxada nas mãos quando devia por nelas algum brinquedo... os que nunca tiveram sorrisos em seus lábios porque a lágrima chegava sempre primeiro...


Deixe entrar sem bater todos estes, sem temer que falte espaço, porque num coração com amor sempre cabe mais um e até mais mil...


E depois que tiver a sala do peito lotada de infelizes, aleijados e famintos, você vai ter, amigo, a maior das surpresas, ao ver que a face torturada de tantos se transforma, de repente, no rosto iluminado e sorridente do Mestre Jesus, falando só para você: - 'Meu caro amigo, agora é a sua vez: entre você também.'


Pode entrar sem bater, a casa é sua".

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DESCUBRA O AMOR



Pegue um sorriso

e doe-o a quem jamais o teve...

Pegue um raio de sol

e faça-o voar lá onde reina a noite...

Pegue uma lágrima

e ponha no rosto de quem jamais chorou...

Pegue a coragem

e ponha-a no ânimo de quem não sabe lutar...

Descubra a vida

e narre-a a quem não sabe entendê-la...

Pegue a esperança

e viva na sua luz...

Pegue a bondade

e doe-a a quem não sabe doar...

Descubra o amor

e faça-o conhecer o mundo...



Mahatma Gandhi

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Prece de André Luiz






Senhor Jesus,

Dai-nos o poder de operar a própria conversão

Para que o Teu Reino de Amor seja irradiado

Do Centro de nós mesmos!

Contigo em nós, converteremos

A treva em claridade,

A dor em alegria,

O ódio em amor,

A descrença em fé viva,

A dúvida em certeza,

A maldade em bondade,

A ignorância em compreensão e sabedoria,

A dureza em ternura,

A fraqueza em força,

O egoísmo em cântico fraterno,

O orgulho em humildade,

O torvo mal em Infinito Bem.

Sabemos, Senhor,

Que, de nós mesmos,

Somente possuímos a inferioridade

De que nos devemos desvencilhar,

Mas, unidos a Ti,

Somos galhos frutíferos na árvore dos séculos,

Que as tempestades da experiência

Jamais deceparão…

Assim, pois, Mestre amoroso,

Digna-te amparar-nos

A fim de que nos elevemos,

Ao encontro de tuas mãos sábias e compassivas,

Que nos erguerão da inutilidade,

Para o serviço da cooperação Divina,

Agora e para sempre.

Assim Seja.



André Luiz - Psicografia de Chico Xavier

Agradeço, Senhor!



Agradeço, Senhor,


Quando me dizes “não”
Às súplicas indébitas que faço,
Através da oração.
Muitas daquelas dádivas que peço,
Estima, concessão, posse, prazer,
Em meu caso talvez fossem espinhos,
Na senda que me deste a percorrer.
De outras vezes, imploro-te favores,
Entre lamentação, choro, barulho,
Mero capricho, simples algazarra,
Que me escapam do orgulho…
Existem privilégios que desejo,
Reclamando-te o “sim”,
Que, se me florescessem na existência,
Seriam desvantagens contra mim.
Em muitas circunstâncias, rogo afeto,
Sem achar companhia em qualquer parte,
Quando me dás a solidão por guia
Que me inspire a buscar-te.
Ensina-me que estou no lugar certo,
Que a ninguém me ligaste de improviso,
E que desfruto agora o melhor tempo
De melhorar-me em tudo o que preciso.
Não me escutes as exigências loucas
Faze-me perceber
Que alcançarei além do necessário,
Se cumprir o meu dever.
Agradeço, meu Deus,
Quando me dizes “não” com teu amor,
E sempre que te rogue o que não deva,
Não me atendas, Senhor!…



Maria Dolores

Prece da Gratidão



Senhor, desejo dizer-Te da minha alegria e dar-Te o meu louvor
Quero dizer-Te que amo a vida, que para mim é bela e é consentida
Muito obrigado, Senhor, por tudo o que me deste, por tudo que me dás
Obrigado pelo ar, pelo pão, pela paz
Obrigado pela beleza que meus olhos vêem no altar da natureza
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar
Que acompanham a ave ligeira que voa falheira pelo céu de anil
E se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil
Muito obrigado, Senhor, porque posso ver o meu amor
Mas diante da minha visão eu detecto os cegos
Que se atormentam na escuridão, que se debatem na solidão, que sofrem na multidão
Por eles eu oro e te imploro comiseração
Porque eu sei que depois desta vida, na outra lida
Eles também enxergarão
Muito obrigado pelos ouvidos meus, que me foram dados por Deus
Ouvidos que ouvem o murmurar da chuva no telheiro
A melodia do vento nos ramos do salgueiro
Ouvidos que ouvem a música do povo que desce do morro na praça a cantar
E a melodia dos imortais, que a gente ouve uma vez e não esquece nunca mais
Diante da minha audição, pelos surdos eu formulo uma oração
Porque eu sei que depois desta dor, no Teu Reino de Amor
Eles também escutarão
Muito obrigado pela minha voz, mas pela sua voz
Pela voz que ama, que canta, que legisla, que alfabetiza, que trauteia uma canção
Pela voz que o Teu nome murmura com dúlcida emoção
Diante da minha melodia, deixa-me rogar pelos que sofrem de afazia
Eles não cantam de noite, eles não falam de dia
Oro por eles porque eu sei que depois desta prova, na Vida Nova
Eles também cantarão
Muito obrigado, Senhor, pelas minhas mãos
Mãos que aram, mão que semeiam, mãos que agasalham
Mão de ternura, que libertam da amargura
Mãos que apertam mãos, mãos dos adeuses
Mãos de sinfonias, de psicografias
Mãos de cirurgias, mãos de poesias
Mãos que atendem a velhice, a dor, o desamor
Mãos que no seio embalam o corpo de um filho alheio, sem receio
E pelos pés que me levam a andar, sem reclamar
Muito obrigado, Senhor, porque eu posso andar
Diante do meu corpo perfeito, eu Te quero louvar
Porque eu vejo na Terra aleijados, amputados
Marcados, paralisados, que não se podem movimentar
Eu oro por eles porque eu sei
Que depois desta expiação, na outra reencarnação
Eles também caminharão
Muito obrigado, por fim, pelo meu lar
É tão maravilhoso ter um lar!
Não importante se este lar é uma mansão ou é uma tapera
Um bangalô, uma casa do caminho, seja lá o que for
Mas que dentro dele exista a figura do amor
Amor de mãe ou de pai
De mulher ou de marido
De filho ou de irmão
A companhia de alguém que nos dê a mão
Pelo menos a presença de um cão
Porque não pode haver nada pior do que a solidão
Mas se eu a ninguém tiver para me amar
Nem um teto para me agasalhar
Nem uma cama para repousar
Nem um lugar para me amparar
Nem assim reclamarei
Pelo contrário, direi: obrigado, Senhor, porque eu nasci
Porque um filho adotei por amor a Ti
Porque ainda tenho alegria de viver



Obrigado, Senhor!




Por Divaldo Franco

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

"Homenagem à Zilda Arns"



"Que notícia triste que eu li agora...Zilda Arns está entre as vítimas do terremoto que assolou o Haiti! Uma mulher que é um exemplo de liderança e determinação. Ela é fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança, e suas ações ajudam a salvar milhares de crianças todos os anos, até mesmo fora do Brasil  sendo um destes exemplos de mulher, uma profissional, uma grande filantropa, uma pessoa digna, que realmente conseguiu fazer a diferença na área social do Brasil.


A maior honraria do Parlamento Estadual foi entregue à coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns. A medalha do Mérito Farropilha é concedida a cidadãos brasileiros ou estrangeiros que se destacam por suas atividades em nível estadual ou nacional.

Nada mais merecido pois Zilda Arns com seu trabalho à frente da Pastoral da Criança, que lhe valeu inclusive uma indicação ao Nobel da Paz. Criada em 1983 e vinculada à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, a Pastoral da Criança atua prioritariamente nos bolsões de miséria do País e presta atendimento a mais de 1 milhão 822 mil crianças menores de 6 anos, com a participação de 264 mil voluntários espalhados em 4.023 municípios brasileiros. Possui cinco núcleos no Rio Grande do Sul, abrangendo 76 mil crianças em 250 municípios.

Em seu discurso, Zilda Arns dedicou a medalha aos líderes e coordenadoras da entidade. "Se a Pastoral da Criança vai bem, é porque esta é regada com amor, dedicação e com muita competência" e "Onde está a Pastoral da Criança há menos violência", comentou.

Minha Homenagem a esta mulher Magnifica, brilhante e com uma estrema Caridade e respeito pelo ser "Humano".

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Nós somos a soma das nossas decisões".



Tua vida é resultado de tuas escolhas.


Talvez você pense que está deixando de viver muitas coisas, mas talvez você não esteja.

Você pode nem acreditar, mas neste momento existe alguém que gostaria de estar exatamente no teu lugar.

Tudo bem, talvez você não tenha a família perfeita ou o emprego dos seus sonhos. O lugar em que você vive pode não ser o melhor lugar do mundo, talvez você nunca tenha feito algo que você realmente quis ou que fosse significante, mas lembre-se: você sempre pode mudar isso. É uma questão de escolha – e toda escolha demanda sabedoria.

Muitos dos problemas familiares não são, necessariamente, um problema familiar, mas um problema de sabedoria. Às vezes falta tato e maturidade para lidar com determinadas situações.

Muito do sentimento de vazio que porventura te assalta também é um problema de sabedoria: falta discernimento para compreender e reconhecer o bem que há em teu estado e, acredite, você ama o lugar em que você vive, por mais que isto não pareça verdade.

Aquele desejo enorme de voar ante tanto céu, tanto ar, também é apenas mais um problema de discernimento: você pode voar, não há correntes amarrando teus pés.

Mas toda escolha tem suas desvantagens e você precisa ter preparo para elas. Se você decide não voar por qualquer coisa que você supõe que te prenda, lembre-se, isto também é escolha sua, e se não te faz feliz inicialmente, te esforce para ser feliz durante e finalmente.

Entretanto, repare que muitas pessoas angustiam-se desejando que sua vida seja significante para si próprias, mas eu te digo, tanto melhor é que tua vida seja significante para as outras pessoas.

Neste momento alguém precisa de você, mais do que você precisa de alguém.




Augusto Branco

PRODÍGIOS DO AMOR




Quando no mundo, Jesus nada possuía, sequer uma pedra onde pudesse pousar a cabeça, no entanto tudo lhe pertencia...

Os elementos da Natureza eram dóceis às suas palavras...

A água transformava-se em vinho...

Os ventos lhe obedeciam...

Os pães se multiplicavam...

Os peixes se reuniam no lago para as redes dos pescadores...

A Terra tremia ao ouvi-lo em prece...

De somente tocá-lo os enfermos se curavam...

As crianças se sentiam atraídas por Ele...

À sua passagem, os espíritos obsessores deixavam as suas vítimas...

Ao ser crucificado, o dia fez-se noite e as potestades celestes se abalaram...

Inspirados Nele, os mártires do Cristianismo não temiam a morte nos circos do testemunho...

Acalentados por sua divina Promessa, durante séculos os cristãos vêm perseverando na fé...

Eis os prodígios do Amor que o Cristo personificou entre os homens na anônima grandeza de sua Glória!



IRMÃO JOSÉ

sábado, 9 de janeiro de 2010

Oração e Humildade


Meu Deus, sei que ainda sou um ser em evolução e que muitas vezes fujo dos objetivos que o Senhor traçou para que eu alcance a minha felicidade.
Por isso venho a ti, Senhor, para rogar forças, coragem e lucidez para acertar mais vezes do que me equivocar, e quando me equivocar, que seja por fraqueza ou ignorância, mas nunca por deliberação.
Venho a ti para pedir que não permitas, em tempo algum, que eu perca a vontade de viver, apesar dos momentos de dor e de sofrimento, que por certo terei que passar.
Para que me ensine a desenvolver o romantismo, ainda que em meu peito o coração pareça ter emudecido.
Senhor, ajuda-me a não perder a fé na amizade, mesmo que às vezes os amigos me traiam ou me abandonem nos momentos em que mais precisar deles.
Ensina-me a manter o equilíbrio até nos momentos de grandes abalos, em que tudo conspire para que eu perca o rumo.
Senhor, ajuda-me a amar sem esperar retribuição nem reconhecimento dos seres amados.
A observar a vida com brilho no olhar, até nos momentos em que a escuridão turbe os meus olhos.
A enfrentar os desafios da vida com garra e disposição, mesmo sabendo que as derrotas são inevitáveis no meu caminho.
Sobretudo, Senhor, ajuda-me a elevar o sentimento de justiça acima dos meus próprios interesses.
Ensina-me a ver sempre o lado bom e belo das coisas, apesar das lágrimas que brotam amargas do fundo da minha alma.
Senhor, que eu jamais perca a vontade de herdar as estrelas, mesmo habitando um planeta pequeno e de categoria inferior.
E, acima de tudo...
Que eu jamais esqueça que o Senhor é a inteligência suprema e que me ama infinitamente...
Que provê minhas necessidades, ampara-me sempre e só quer o meu aperfeiçoamento.
Que eu possa entender as pessoas que são mais frágeis que eu...
A não julgar o meu semelhante...
A educar meus sentimentos e desenvolver minha inteligência...
E, por fim, que eu nunca esqueça que sou um Espírito imortal... E que minha felicidade é uma conquista minha...

sábado, 2 de janeiro de 2010

Oi Jesus, eu sou o Zé...


Cada dia, ao meio dia, um pobre velho entrava na igreja e, poucos minutos depois, saía. Um dia, o sacristão lhe perguntou o que fazia, pois havia objetos de valor na igreja.


Venho rezar, respondeu o velho.

Mas é estranho, disse o sacristão, que você consiga rezar tão depressa.

Bem, retrucou o velho, eu não sei rezar aquelas orações compridas. Mas todo dia, ao meio dia, eu entro na igreja e falo:

"Oi Jesus, eu sou o Zé. Vim visitar você."

Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve.

Alguns dias depois, Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital. Na enfermaria, passou a exercer grande influência sobre todos.

Os doentes mais tristes tornaram-se alegres e, naquele ambiente onde antes só se ouviam lamentos, agora muitos risos passaram a ser ouvidos.

Um dia, a freira responsável pela enfermaria aproximou-se do Zé e comentou: Os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre, Zé...

O pobre enfermo respondeu prontamente: É verdade, irmã. Estou sempre muito alegre! E digo-lhe que é por causa daquela visita que recebo todos os dias. Ela me faz imensamente feliz.

A irmã ficou intrigada. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. Aquele velho era um solitário, sem ninguém.

Quem o visita? E a que horas? perguntou-lhe.

Bem, irmã, todos os dias, ao meio dia, Ele vem ficar ao pé da cama por alguns minutos, talvez segundos... Quando olho para Ele, Ele sorri e me diz:

"Oi Zé, eu sou Jesus, vim te visitar".


A história é singela e seu autor é desconhecido.

No entanto, o ensinamento que contém nos faz refletir profundamente.

Fala-nos da fé, da simplicidade, da dedicação e da perseverança.

Quem de nós dispõe, como o Zé, diariamente, de alguns minutos para falar com Jesus?

Muitos ainda confundimos a oração com um amontoado de palavras que vão saindo da boca, destituídas de sentimento e de humildade.

Quantos de nós temos tal perseverança, tanto nas horas de alegria quanto nas de dor, para elevar o pensamento a Jesus, confiando-lhe a nossa intimidade, com a certeza de que Ele nos ouvirá?

A oração é uma ponte que se distende da alma opressa para que o alívio possa chegar.

É o fio misterioso, que nos coloca em comunhão com as esferas divinas.

É um bálsamo que cura nossas chagas interiores.

É um templo, em cuja doce intimidade encontraremos paz e refúgio.

Enfim, para as sombras da nossa alma, a oração será sempre libertadora alvorada, repleta de renovação e luz.

É importante que cultivemos a fé inabalável nas soberanas leis que regem a vida e das quais o Sublime Galileu nos trouxe notícias.

É preciso orar, ainda que a nossa oração seja singela, mas que seja movida pelo sentimento.

* * *

Orando, chegarás ao Senhor, que te deu, na prece, um meio seguro de comunicação com a infinita bondade de Deus, em cujo seio dessedentarás o espírito aflito...



Redação do Momento Espírita

Amar ao próximo


Se alguém diz que ama a Deus, mas não ama o seu semelhante, é mentiroso. Isso foi escrito pelo Apóstolo João e nos convida a uma profunda reflexão.


Por que o amor a Deus passa inevitavelmente pelo amor ao próximo? Por que não basta amar a Deus no isolamento das criaturas, ou na indiferença ao semelhante?

Deus, ao nos criar, não nos cria perfeitos, mas oferece as oportunidades e possibilidades de se chegar à perfeição.

E, por grandiosidade de Sua justiça, essa perfeição se alcança por esforço próprio, por dedicação, e jamais por gratuidade ou dom divino, a escolher uns ou outros como mais ou menos amados por Ele e, consequentemente, com mais ou menos virtudes e dons.

Quando lemos a biografia de grandes vultos do amor ao próximo, como Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier ou Irmã Dulce, vemos a exemplificação do exercício no amor ao próximo.

E é natural que questionemos de onde eles retiraram forças para amar incondicional e intensamente, ao longo de toda uma vida?

Aprenderam a amar ao próximo no exercício do amor a que se propuseram, saindo de si mesmos, indo em direção ao outro, encontrando Deus.

O amor a Deus não se constrói de forma mística, transcendental ou isoladamente.

Entendendo isso, Jesus, personificação maior do amor a Deus, nos ensina que toda vez que auxiliarmos, que dermos de comer, que matarmos a sede de nosso irmão, é a Ele mesmo que estaremos fazendo isso.

Convida-nos Jesus a experimentar o exercício do amor a Deus aprendendo a amar ao próximo.

Afirma mesmo o Mestre Galileu que o maior mandamento da Lei de Deus é amar ao Pai, seguido do exercício de amar-se para amar ao próximo.

Se você busca o entendimento das Leis de Deus, de instaurá-Lo na sua intimidade, um bom início será o de olhar para o próximo, no exercício do amor.

Sempre temos recursos e meios de auxiliar, de demonstrar o amor na forma do desvelo, do carinho, da solidariedade ou da compaixão.

Ofereçamos a palavra edificante para incentivar os desvalidos, a presença fraterna para aqueles abandonados na solidão, ouvidos pacientes para um coração aflito com necessidade de desabafar.

Somos convidados ao exercício do amor ao próximo construído na compreensão frente àquele em desatino, em benevolência para o irmão em desequilíbrio ou indulgência na ação precipitada.

São pequenos gestos que se fazem exercícios de amor ao próximo, no objetivo de amar a Deus. Afinal, como nos alerta o Apóstolo João, se não conseguimos compreender nosso irmão, jamais teremos condições de amar e compreender a Deus.



Redação do Momento Espírita