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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Apoio vivo


"Tratamos aqui da coragem para o bem,


porque o bem exige coragem para ser feito.



Atitude imperfeitamente conhecida, raramente

praticada. Não se constitui apenas de fé,

não obstante a fé se lhe mantenha por raiz de

sustentação. Não é tão somente esperança,

conquanto a esperança lhe assegure a seiva de força.

Tratamos aqui da coragem para o bem, porque o

bem exige coragem para ser feito.

Enfeita-se o mal de mil modos com os adornos

do bem, de tal sorte que para extirpá-lo da vida

a fim de que o bem verdadeiro se levante na alma,

é imprescindível, em muitas ocasiões,

até mesmo a coragem de ser só, qual aconteceu

com Jesus no último dia de sua luta pela verdade.

Em numerosas reencarnções, temos interpretado

a coragem como sendo arremesso do espírito para

a destruição. Partilhamos guerras de extermínio,

crueldades, delitos, depravações, arvorandonos

em campeões da coragem quando não passávamos

de malfeitores acobertados pela falsa legalidade

de estatutos forjadoss na base da delinqüência.

Convertíamos o clarão da crença em labaredas

da violência, transfigurávamos o alimento da

esperança em veneno da ambição desregrada e,

no pressuposto de sermos firmes e corajosos,

nada mais fazíamos que inventar a invigilância

que nos impeliu à fossa das grandes culpas,

em cujo lodo nos refocilamos durante

séculos de sofrimento reparador.

Desse modo, aprendemos hoje com a

Doutrina Espírita, a coragem que Jesus

exemplificou, a expressar-se no valor moral de

quem atribui a Deus todas as bênçãos da vida,

para canalizar as bênçãos da própria vida

a serviço da felicidade geral.

Coragem de apagar-nos e esquecer-nos,

para que o ensinamento se estenda e triunfe

soerguendo o nível de entendimento e elevação

para todos, muito embora trabalhando e servindo constantemente sem nada pedir para nós.

Coragem de silenciar e coragem de

falar no momento oportuno.

Coragem de fazer ou deixar de fazer,

coerentes com o ensino do Mestre quando nos

mostrou que uma só consciência tranqüila,

na execução do dever ante a Providência Divina,

pode mais que a multidão.

Coragem como apoio vivo capaz de viver para

o bem dos outros e também de desencarnar,

quando preciso, para que os outros não sejam

dominados pelo mal que nos impõe a morte.

Coragem sim. Coragem de sermos bons e simples,

afetuosos e leais, porque hoje entendemos,

no Evangelho Restaurado, que bastam audácia

e manha para dominar os outros, mas somente

à custa da coragem que o Cristo nos legou é que conseguiremos a vitória em nós e sobre nós,

para que nos coloquemos ao encontro da

Grande Vida que estua além da vida terrestre.



_André Luiz_

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